8 de maio de 2017

O dia da Mãe é quando nós quisermos!

Photo | Luís Silva Campos Photography











Porque o dia da Mãe é quando nós quisermos, queremos desejar a todas as Mães um dia muito feliz!!
Hoje, amanhã e sempre!!
Ser Mãe é uma profissão sem férias, sem fins-de-semana, sem feriados, sem dias disto ou dias daquilo.
"Ser Mãe é o melhor de mim", Mãelabarista M. 
"Ser Mãe é o Maior Amor Existente", Mãelabarista B.
"Ser Mãe é viver constantemente entre o amor e a loucura", Mãelabarista R.






Contactos:
 Luís Silva Campos Photography
Info@luissilvacampos.com

Instagram: @lscascada

2 de maio de 2017

Há um ano foi assim...

Foi há um ano que tudo começou aqui neste circo da maternidade!
Foi há um ano que iniciámos esta aventura que não tendo sido exatamente como planeámos, deu-nos mais do que poderíamos imaginar.
Sou a Mãelabarista lamechas e sim, hoje agradeço às Mãelabaristas B e R o facto de as ter na minha vida todos os dias.
Com este união veio a partilha, a amizade, um amor único entre amigas que se alastrou às nossas famílias... Aos nossos maridos e aos nossos babylaristas que são hoje amigos tal como nós.
Quem nos segue sabe que não partilhamos como seria esperado, mas quem está desse lado percebe que cada uma tem o seu blog pessoal e que nem sempre é fácil concilar quatro blogues, seis filhos, três profissões e três maridos!

Um obrigada do coração a quem nos continua a visitar!

Deixo-vos com algumas fotos que o fotógrafo Luís Silva Campos nos fez e que tão bem captou a nossa essência!
Foi um dos melhores momentos deste Mãelabaristas! 

Recordo que as Mãelabaristas são apoiantes incondicionais da Operação Nariz Vermelho que vos convidamos a (caso não conheçam) a conhecer aqui!
Vamos apoiar boas causas?

1000 Beijos
Mãelabarista M.

Créditos: @Luís Silva Campos Photography

Créditos: @Luís Silva Campos Photography

Créditos: @Luís Silva Campos Photography

Créditos: @Luís Silva Campos Photography

Créditos: @Luís Silva Campos Photography

Créditos: @Luís Silva Campos Photography


Contactos:
 Luís Silva Campos Photgraphy
Info@luissilvacampos.com
www.luissilvacampos.com
Instagram: @lscascada

2 de fevereiro de 2017

A mãe(labarista) que sou...

A mãe que sou é a melhor que consigo ser.
Muitas vezes me questiono se estarei a desempenhar bem o meu papel, se estarei a educar os meus filhos no bom caminho, se a paciência que me falta tantas vezes os poderá influenciar no futuro ou se a lei da compensação que tantas vezes aplico pelas horas tardias a que chego a casa, não será só por si um mau príncipio.
Por vezes gostava de largar tudo e dedicar-me a 100% à profissão de mãe.
Por outro lado sei que não aguentaria nem um minuto porque não faz parte da minha natureza.
É um misto de sentimentos quando chego a casa e só me apetece pô-los na cama, depois de lhes enfiar uma sopa goela abaixo para ter um momento de sossego. É um egoísmo imenso e uma sensação avassaladora porque tempo não perdoa, mas mãe e pai também são homem e mulher e antes da condição que nos muda para todo o sempre, a vida também existia.
O tempo não volta atrás e o meu pré-adolescente mais pré-adolescente fica com o nascer do sol e o meu Micas bebé que já não é um bebé e eu não tenho dado por isso.
Sei que a mãe que sou é a melhor que consigo ser nesta fase da minha vida, mas gostava de não gritar logo pela manhã. Gostava de não acordar stressada e perdida com dores de cabeça. Gostava de acordar como eles! A sorrir todos os dias, cheios de energia e com tempo, porque o tempo deles é diferente do meu... O deles demora e demora!
Este malabarismo da maternidade é duro.
Esta tarefa fascinante que é mil vezes melhor do que imaginava, é um verdadeiro desafio todos os dias.
Tenho amigos e amigas sem filhos que me perguntam (muitas vezes) se não durmo.
Durmo sim! Durmo é muito pouco, e esta capacidade adquire-se depois dos filhos nascerem (e com o avanço da idade, diria eu).
Passamos de um sono profundo para um estado zen intermédio que nos faz abrir os olhos porque respiram fundo ou mexem o dedo do pé no quarto ao lado.
Acordo só porque sim! Acordo só porque não é costume dormir uma noite seguida e quando isso acontece desperto e vou ver se estão bem! (Exato... vou ver se estão bem...)
Perguntam-me também se os meus filhos dormem muitas vezes connosco.
Sim, dormem. Por preguiça. Porque dormir é bom!
Nas noites em que dormimos os quatro e conseguimos descansar 7 horas seguidas, são dias que rendem muito mais e onde sorrimos sem as rugas marcadas pelo sono. Além disto, no fresco das noites é bom sentir as crias aninhadas num calor que não se sacode do corpo, mas pelo contrário, se entranha no coração.
A mãe (labarista) que sou é a melhor que consigo ser e creio que, até ver, não me tenho saído mal.

Beijo
Mãelabarista M

29 de janeiro de 2017

"Os filhos mudam tudo". Este é o resultado de conversa entre amigas ❤

"Parecendo difícil também não é nada fácil".

Ter dois filhos pequenos com idades próximas não é propriamente fácil. É compensador, sim, vê-los descobrirem-se e vivenciarem experiências juntos desde cedo mas, enquanto Pais, por vezes, é um verdadeiro descalabro :-(
Se ate aos 12m nao é facil, a partir desta idade, com o sobressair da personalidade e o temperamento habitual do bebé, as coisas tornam-se visivelmente mais complicadas, quer física quer psicologicamente.
Para mim, a situação critica é, sem dúvida, nos momentos de maior stress como o ir trabalhar, estarem doentes ou a fazer birras medonhas. Queremos que tudo sejam feito à nossa maneira, porque somos mães e "a Mãe é que sabe", queremos calma e não queremos certamente ter alguém a "mandar postas de pescada" e a fazer perguntas enquanto os miúdos gritam, como se fosse audivel e perceptível. Muitas vezes, a presencia do Pai chega a ser factor de destabilização para a Mãe, para que tudo flua normalmente. Quando o nosso Pai não está, há menos complicações mas, também ha muito mais exigência da minha pessoa, o que, a maior parte das vezes, me "arruma" por completo.
Com o segundo filho, aí é que a dinâmica do casal, que ainda não tinha recuperado da dinâmica do filho único,  se altera, e nós, Pais-Tarefo-Rotineiros, se conseguirmos encontrarmo-nos na cama, à mesma hora, só se for com um a roncar e o outro a deitar-se fora de horas pois, de resto, somos dois seres com horários e actividades completamente diferentes, dentro da mesma casa. Quando finalmente conseguimos conversar ou namorar, ou um já caiu para o lado a dormir (normalmente sou eu) ou, então, já não nos podemos ver (nem ouvir!) pois já nos pegámos à discussão anteriormente.
"Os filhos mudam tudo". Este é o resultado de conversa entre amigas. A verdade é que, enquanto Mães, mudam, definitivamente para melhor mas, enquanto Mulheres/Esposas/Namoridas, mudam, substancialmente, para pior. É um facto. Se assim não acontece há, com certeza, algo  por detrás que não permite a falha em certas situações e, tudo isto, aliado às chatices do trabalho, aos hobbies diferenciados mas, acima de tudo, à noção de prioridade inerente a cada um, ajudam a que a relação fique simplesmente suspensa. As minhas prioridades enquanto mãe e enquanto mulher são exatamente as mesmas. Não se dissociam. Já as dos pais-maridos, não. Concordem, ou não, esta é a minha visão e a experiência que, por sinal, é a realidade de 100% das minhas amigas.
Ter filhos "arrebenta" com o casal. Não há tempo para mimos, para encontros, para carinhos, para atenção mínima. E, quando há algum tempo, o efeito bola de neve que tem como consequência o acomodar da situação. Liga-se a Tv, agarra-se o smart phone e, a vida cibernautica, é muito mais interessante. Perde-se a cumplicidade, a espontaneidade, a intimidade e dá-se lugar à rabugice, ás respostas tortas, à intolerância. Deixamos de nos conseguir rever no "outro", de nos realizar no outro e passamos a dar prioridade aos filhos. Acredito plenamente que a capacidade multitasking que está intrínseca ao papel de Mãe provoca, inevitavelmente esta diferente gestão de prioridades. O que me apercebo cada vez mais é que há uns captam perfeitamente esta capacidade e "encostam-se à sombra da bananeira" para que tudo lhes apareça feito, há outros que até dão uma "mãozinha ou outra" para que refilemos o mínimo possível, pois gostam é de brincar com eles e ainda há outros que ajudam imenso e conseguem dividir tarefas... (será que há mesmo?!)
A vida de Mãe não é fácil e já sabíamos disso mas, os maridos não o sabem, no entanto, os Pais dos nossos filhos devem, certamente, desconfiar.
Porque é que, da mesma forma que nos foi dada a incrível "multitasking function", não foi dada, os nossos mais-que-tudo a função  "ouvidos selectivos" ou, se foi, apenas a utilizam quando bem entendem? Seria certamente mais útil e, claramente, que sobressaiam grandes benefícios disso. Talvez, se se colocassem no nosso lugar, muito provavelmente, a vida a dois seria completamente diferente. E, aí, enquanto casal, ter filhos era a melhor coisa do mundo. `Bora juntar duas funções uteis e ir "desta para melhor"?!

Mãelabarista R ❤

26 de janeiro de 2017

Eu não me chamo MÃE!

A partir do momento em que aqueles dois traços apareceram deixei de ter nome. 

Começou logo nas primeiras consultas em que lentamente as Enfermeiras me começaram a baptizar ainda que a medo: a Mãe está de quantas semanas? 

As primeiras vezes achei imensa graça e esboçava um enorme sorriso para aquele que iria ser o meu novo estatuto, MÃE!

Depois a barriga vai crescendo, e vai crescendo também a confiança das Enfermeiras: Ó MÃE esse peso está acima do que é suposto! dos Médicos: Ó MÃE isso do sushi é que nem pensar! dos Farmacêuticos: Ó MÃE o seu médico receitou isto? dos Formadores de Pré Parto: Ó MÃE vai dar de mamar certo? dos Professores de Ginástica: Vamos embora MÃE, ou não está já mortinha para por um biquíni? dos Directores das Escolas: Ó MÃE não se preocupe que se houver vaga nós ligamos!

E sem saber ler nem escrever e ainda sem ter um filho nos braços, estou empossada de um verdadeiro estatuto e baptizada com um novo nome, MÃE! 

Chega o dia do parto e... agora sim, depois de 15 horas de trabalho de parto, de bufar e me contorcer com dores: ah Valente! Muito bem! Parabéns MÃE! meia atordoada (deve ter sido do clister) é a primeira coisa que oiço ainda antes de ela chorar! 

Depois vêm as Enfermeiras outra vez com aquela conversa que o meu A. às vezes também faz: Ó MÃE deixe-me lá ver essas mamocas! Se não tivesse sido cesariana, presumo que também dissesse: Ó MÃE deixe-me lá ver esse pipi! Really?! Sounds weird! 

Mas, ainda mais weird, very weird, e que, verdadeiramente me encanita (adoro encanita), são os casais que depois de serem pais se começam a tratar por MÃE e PAI! Ó MÃE o teu filho está a chorar! Ó MÃE passa-me essa perna de frango assado que tem tão bom aspecto! Ai PAI não faças isso que estão ali os miúdos! Isto não é romântico! Nada mesmo! Acreditem em mim!

E outra coisa que eu adorava, era encontrar a Educadora da minha filha na noite (a do meu filho já me chama pelo nome ufaaa) cada uma de nós com um gin na mão, e queria ver se ela ao som do Love You Better do Crazy White Boy (adoro esta musica) e com cara de “mas esta com dois filhos sai à noite” me conseguia dizer: Olá MÃE, está boa?

Deixem o "Ó MÃE" para os meus filhos, ok? 

MÃElabarista B. ♥️

7 de dezembro de 2016

As Mãelabaristas e o sexto sentido

As mães (e pais, vá!) têm um sexto sentido tão apurado, que ainda as "crias" não estão doentes e já as mães sentem que vai acontecer.
 É uma sensação inexplicável...
É só tocar-lhes que sentimos "aquele" meio grau de temperatura que ainda não sendo nada já antevê o que aí vem.

Quando olhamos para eles e pensamos:
 - Hummm... estás rosado, lábios avermelhados, temperatura diferente, mas estás óptimo! Super bem disposto! Poder ser que seja só impressão minha..."

 Mas nunca é!!  Mais hora menos hora alguma coisa aparece!

 É ou não é verdade? Quem concorda comigo?

Mãelabaristas e Pailabaristas, manifestem-se!

Um beijo
Mãelabarista 
M

24 de outubro de 2016

Os Mãelabarismos das Festas de Aniversário 🎉

Organizar as festas de aniversario dos nossos miúdos é sempre uma “odisseia do caraças".
Andamos constantemente a debatermo-nos entre o gastar uma fortuna e eles ficarem radiantes ou o gastar uma fortuna e eles ficarem radiantes. 😀🎉🌌
Aqui, neste tema, não há oito nem oitenta, ou é ou não é. Ele é balões, ofertas (porque uma nunca é suficiente!), bolos de cake design, cupcakes e bolachinhas com a “cara” da festa,  pinturas faciais, modelagem de balões,  decoração do “faça você mesmo” e decoração-já-estudada-e-atravessada-no-goto-onde-gastámos-este-mundo-e-o-outro.
Começamos com os preparativos dois meses antes após nos darem o “tema”. O TEMA! Passamos horas na internet e no pinterest. Guardamos milhares de coisas que interessam (e que não interessam) e outras milhares que gostamos mas que nunca vamos fazer porque o “ser prendado” tem os seus limites. Claramente que, após tanta investigação, se o tema não nos agrada  pois não  fica “bonitinho” numa festa, está fora de questão. “Oh filha… de certeza? Mas olha que isso é para bébés!” “Violetta? Com 4 anos?! Nem pensar! Até porque nunca viste um episodio e elas dançam todas super mal” (treta!)… “Frozen?! Pronto está bem!” J enfim! O Tema carece sempre de pré-aprovação parental. Uma coisa é certa, se é para ter trabalho ao menos que seja por alguma coisa que já vimos, no mínimo, 980 mil vezes! 😀
Quanto ao “abrir os cordões à bolsa”… bem, a meu ver, apesar de estabelecermos limites (porque o estoirar a carteira é relativo), como faseamos a compra das coisas, nunca sabemos ao certo o que se gasta verdadeiramente.  Este é o truque. Faseado para não doer… tanto! A verdade é que, apesar de nos custar, tentamos sempre dar a entender ao marido - “Vês? Afinal não é assim tão caro!” – quando, claramente, lhe atiramos areia para os olhos. 😏
Claro está que, ainda nem a decoração e a organização vão a meio e nós já andamos a bufar e a pensar “Nunca mais me meto noutra destas!” (E olhem que tenho amigas e vizinhas que se chegam à frente para me ajudar!).
Na véspera e no dia da festa, pomos a malta toda a “trabalhar” na decoração, inclusivé o marido, que já grita “porque é que a festa não é num sitio com insufláveis onde ele não tem de fazer nada e já aparece tudo feito!”
Croquetes, rissóis, frango no churrasco, empadas, quiches, pãezinhos em forma de triangulo, brigadeiros, pipocas, gelatinas, mousses de oreo, chocolate, baba de camelo, batatas fritas (porque os putos já nascem a gostar disto), sumos… e, agora, numa vertente mais modernaça, temos café em capsulas, minis e, nalgumas festas, temos o (maravilhoso) Gin. O resultado é apenas um: “Ah e tal a festa é para os miúdos mas o pais é que enfardam”. Por isso, aquilo que inicialmente pensamos que é uma festa para 15 crianças, passa a ser uma festa para 60 pessoas. Logo, passamos as 3h a correr e em stress para que não falte nada a quem? Aos pais! Pois está claro! Principalmente se forem como eu e "varrerem" tudo. (Xiu... isto não interessa nada!)
No fim da festa, depois de estarmos completamente rebentadas e já termos o mau humor a vir ao de cima (porque entretanto há pais que se esticam nas horas de saída e só vão buscar os miúdos 1h depois da festa terminar), toca a arrumar tudo com muito cuidadinho para que mais de metade das coisas sirva para o ano seguinte. TRETA! Isso não vai acontecer pois, para o ano, ou não tem a mesma cor, ou não serve "por isto ou por aquilo" e o que é que acontece? Voltamos a gastar "este mundo e o outro" no ano que vem! Mas sempre com o marido a pensar que gastámos uma pechincha. Aliás, o marido só paga mesmo as pechinchas... o resto é um Mãelabarismo entre o cartão de débito e o cartão de crédito.
Mas no fim do tudo o que é que interessa? Que valeu a pena aquelas 3h de imensa satisfação dos nossos filhos mesmo que isso implique um "abalroar" nas finanças pessoais... da Mãe. 😉

Beijinho no ❤
Maelabarista R. ❤

14 de outubro de 2016

A (des ) arrumação aos olhos dos meus filhos!

Qualquer Mãelabarista concordará comigo que este drama das meias e das tampas é um dos maiores flagelos da maternidade  :) !

Gostava de vos falar da (des) arrumação aos olhos dos meus filhos, que não será, seguramente, muito diferente dos vossos.

Vamos a isto?

A mochila da escola tem um íman que parece que cola ao chão, à entrada de casa e ali fica tipo bibelot.
Nunca querem tomar banho. Gritam e barafustam, mas depois demoram horas a sair. Entretanto, a roupa suja, toalhas de banho e afins ficam espalhados pela casa como se de uma decoração nova e chique se tratasse.
As meias. Ora bem... as meias... o que dizer das meias??!! Aparecem nos sítios mais improváveis, atrás do sofá, entre as almofadas do sofá, nas molas do sofá, debaixo do colchão da cama, no estrado da cama!...
O que dizer dos copos, pacotes de bolacha, pacotes de leite e tudo o que o é pacote? Em cima dos móveis ao lado das molduras que dá um ar super moderno. Concordam?
No que toca à roupa espalhada pelo quarto... passo-me! Viro bicho! transformo-me! E o que é que eles fazem? Nada. Ignoram. Olham de lado.
E o som da televisão? Sempreee no máximo! Será que veem com um filtro anti ruído de mãe e pai? Apenas de mãe e pai? Conseguem abstrair-se de uma tal forma que é quase um caso de estudo.
Têm uma capacidade de largar coisas num sitio e abandoná-lo por lá dias a fio sem que isso os incomode (mesmo sendo um prato cheio de migalhas e um pacote de leite ressequido!!).
Atrofia-me o cérebro que os meus filhos não tenham olfacto, tenham audição selectiva e ignorem uma mãe em nervos, sem tempo para o tempo deles que é bem mais demorado que dela.
Chamo - os 237 vezes para a mesa, insisto 549 para lavarem os dentes, falo chinês a maior parte do tempo, pergunto se falo chinês e com certeza por isso, não me respondem!
Com muita insistência, lá fazem a cama, colocam as coisas espalhadas nos devidos lugares. A custo, o pré adolescente lá baixa o som da TV e da consola a bufar que a vida é injusta (mal sabe ele o que por aí vem)!
O que lhes digo no íntimo?
Que continuem assim, crianças felizes cuja vida e a educação se irão firmando, criando laços e enraizando as regras e regras com que nos deparamos todos os dias.
A seu tempo, tudo se encaixa nos devidos lugares. Basta termos paciência, dar-lhes a cana e ensiná -los a pescar.

Um beijo
Mãelabarista M♡

30 de agosto de 2016

E babieslabaristas, há? Óbvio! 😁

Ele mete-se com ela, puxa-lhe os cabelos, dá-lhe trincas.
Ela imita sons, diz "A Mana vai-te apanhaaaaaaaar", faz-lhe cócegas.
Ele quer tudo o que ela tem, quer comer tudo o que ela come e quer fazer tudo o que ela faz. Ela dá-lhe o que tem, partilha com ele o que come. Poe-no a andar na trotinete. Ele adora. Ele adora-a. Ela adora-o. Diz que é o " Gordo mais fofo do mundo", chama-lhe "Quicas". Adoram beijinho à esquimó. São o melhor do mundo um do outro. Nao tenho duvida. ❤💙 Ela ja prometeu ensinar-lhe tudo o que sabe. Pedi-lhe que ensinasse o que de melhor sabe fazer. O ser amigo, partilhar e tratar bem os outros. Ela sorriu e acentiu.
"Mamã, o mano foi o melhor presente que já recebi. Podias-me dar outro!"- diz-me a sorrir, envergonhada.
"Outro? Mas assim tens muitos manos! Achas que vais ter paciencia para tantos bebes? E depois ficas sem brinquedos porque querem ficar com os teus!".
" Nao faz mal. Mas assim tenho mais um mano para brincar e dar beijinhos. E vou gostar tanto dele como gosto deste meu Gorducho".

❤❤❤❤❤❤❤❤

Mãelabarista R.

27 de agosto de 2016

Construir uma familia não é fácil!

Construir uma família nao é fácil!
Enquanto casal passamos por árduas fases em que, muitas vezes, nos desencontramos e, a dada altura, estes desencontros tornam-se constantes. Passei por isso no nascimento da Flor.
O nascimento do primeiro filho, e o seu primeiro ano, são o principal desafio. Num ano de discussões, discordâncias, impaciências e intolerâncias, o cansaço excessivo e a dedicação da Mãe à crianca, não permitem que as coisas sejam diferentes. Após o primeiro ano, as coisas acalmam e atenuam mas, no entanto, a intimidade perde-se de tal forma que, quando salta um beijo assim mais prolongado, na tentativa de reviver um sentimento anterior, temos a nítida percepcao que estamos (quase) a beijar um estranho. "WTF? Mas o que é que se passa aqui?!", pensamos nós. Com o passar do tempo, a cumplicidade vai aumentando... Ufa! Felizmente!
No meu grupo de amigas fui das primeiras a ser Mãe. À medida que o tempo foi passando, todas foram tendo as suas crias e, sempre lhes disse "Este ano vai ser lixado! Sempre que tiveres oportunidade, mesmo que por um milésimo de segundo, dá um mimo ao teu marido!", " atenção que eles não compreendem e não sentem as coisas da mesma forma que nós e isso torna-se uma barreira entre o casal!", "Têm de estar mais unidos que nunca. Procura esse momento!", " Vais passar de mulher a Mãe e, nesta passagem, ha um desencontro quase total entre vocês. Não deixes que isso aconteça."
O primeiro ano de um bebé numa família é muito complicado mas, com a experiencia que tenho, desde que haja uma grande ligação e compreensão entre o casal, que se constrói com base nos momentos menos fáceis, as coisas vão fluindo naturalmente. Agora, com o segundo, as coisas são muito mais naturais e mais tranquilas mas há, também, momento difíceis. À séria! Mas também ja há outra agilidade mental e passa.
Hoje, ja cimentada a logística das crianças e com espaço para cada um fazer as suas coisas, voltámos a ser "nós" e aproveitamos os momentos a dois da melhor forma.
Conselho que posso dar? Se amam e acreditam profunda e tranquilamente nesse amor nao desistam. Basta "aquele" sorriso ou "aquela" brincadeira para manter a chama. Aproveitem todos os minutos a dois.
Hoje sou mais completa que nunca. ❤

Maelabarista R. ❤

14 de julho de 2016

Os meus fihos são a minha psicoterapia, o meu sofá do psicanalista...

Sem eles faz (quase) duas semanas começo a entrar na fase do desespero. Desde que saíram de junto de mim que já fiz tudo: Aproveitei os saldos, fui a concertos, namorei com o Sr. Eng., fui jantar com as minhas amigas, desportos radicais, festejei  com a nossa selecção…  Tenho a certeza que estão absolutamente bem mas, na verdade, que não está, sou eu.

Excesso de trabalho e coração apertado por alguém te tanto amo faz de mim, neste momento, uma pessoa extremamente vulnerável ao afecto e à atenção. Gosto da vida a 1000 à hora mas, acima de tudo, gosto do fim de dia (habitual) de todos os dias. Gosto de não ter tempo para pensar, para sentir. Como sinto tudo (e mais um par de botas), no meu dia a dia, prefiro andar “anestesiada” e cingir-me aos “afazeres de mãe”, que já ocupam tempo mais que suficiente.

Quem me conhece sabe que, dos meus filhos, a única coisa que me queixo são das más noites. Quase 5 anos de más noites parece-me (mais que) suficiente.

Os meus fihos são a minha psicoterapia, o meu sofá do psicanalista, as minhas massagens. O meu ponto de (des)equilíbrio. Os meus filhos cansam-me, consomem-me, levam-me todas as energias, absorvem tudo de mim mas , apenas eles são capazes de reverter todas as coisas menos boas que me acontecem no meu dia a dia, incluindo, obviamente, os meus  “problemas” de coração.

E a falta que eles me fazem… ❤

13 de julho de 2016

Parto natural ou Cesariana?

De vez em quando perguntam-me: parto natural ou cesariana?
Bem, eu posso falar dos dois e tenho o melhor e o pior dos dois mundos para partilhar.
Sempre quis ter filhos de parto natural, apesar de não ser fundamentalista nem  dramática quanto ao assunto.
Como é óbvio quanto menos sofrimento para o bebé melhor, mas confiava plenamente na equipa médica que me seguia e estava plenamente consciente que se fosse necessária uma cesariana (e se assim se decidisse) não pensaria duas vezes.
O parto do meu primeiro filho foi Santo.
Parto induzido (por indicação médica).
Fiz a dilatação a ler revistas, epidural dada na altura certa, dores suportáveis, ainda dormi...
Tive vontade de fazer força uma vez, outra vez, resolvi chamar a enfermeira e quando deram por isso o João estava a a nascer... no quarto!
10 minutos na sala de parto, 3 vezes "força", 3 pontos e 4 dias depois a fazer compras no Pingo Doce (passando a publicidade).
Uma recuperação (aparentemente) fácil sem complicações de maior.
O pior foi o regresso à "vida activa".
Foi penoso, doloroso, diria mais... horrível!
Fiquei com uma veia interna dilatada que demorou meses a voltar ao estado normal.
Quando engravidei novamente, sempre quis ter um parto igual (não pensando no pós!)
Já tinha tido um filho, tinha corrido tudo bem, o que poderia ser diferente desta vez?!
Pois bem, tal como os filhos são como os dedos das mãos, os partos também!
Nenhum é igual e senti isso na pele.
Parto induzido novamente.
As horas vão passando, as dores agravando, sem epidural, contracções seguidas sem conseguir respirar...
Dilatação? Nada! 
Foram as 7 horas mais horríveis da minha vida.
Passei o tormento da dor (como quando não havia o milagre da epidural) porque não tendo dilatação não era aconselhável levar.
Foram dores à séria, daquelas de achar que não ia ser capaz, sabendo no fundo que o acto de dar é luz é milenar e que aguentaria seguramente como todas as mães!
Dilatação zero e agarrada à mão do meu obstetra decidimos, conjuntamente, avançar para cesariana.
20 minutos depois nasceu o meu segundo filho, o D.!
Recuperação difícil (muito difícil).
15 dias de dores insuportáveis, a sensação que o meu instinto estava certo e que suportaria muito melhor um parto natural.
Não foi. E hoje, à distância vejo que foi o melhor para ambos.
Estávamos em sofrimento e a natureza é sábia... tinha que ser!

E agora? Parto natural ou cesariana??!!
Continuo a achar que o tudo o que é natural é melhor, mas a cesariana (e sendo 2º filho) teve (largas) vantagens.

 A natureza sabe o que faz.
Basta confiar!

Um beijo


M

8 de julho de 2016

Da exigência...

Há quem não conte que os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

A verdade é que os filhos também são chatos, acordam de mau humor, repetem vezes sem conta as mesmas palavras e frases, fazem reiteradamente as mesmas perguntas às quais por vezes ou não temos resposta ou não queremos responder, insistem em modo burro do Shrek se estamos a chegar? Ainda falta muito? quando nem há 5 segundos dissemos que estamos a chegar, fazem birras do nada e sem razão, choram e gritam nos sítios e ocasiões menos apropriados, definitivamente, os filhos não são sempre queridos e fofinhos. 

Mas e as Mães?

Eu também não sou sempre querida e fofinha e aposto que há mais Mães que não o sejam. 

Mas o problema disto tudo, é que exigimos demais, exigimos que as crianças se portem sempre bem, exigimos que as crianças não interrompam as conversas dos adultos, exigimos que façam as coisas ao nosso ritmo, exigimos que têm que cumprimentar as pessoas quando chegam, às vezes até a dar dois beijinhos e um abraço a alguém que só vêm uma vez por ano, exigimos que emprestem os brinquedos, exigimos que os dividam, exigimos que se entendam com o(s)  irmão(s), primo ou amigo que não queira dividir os seus brinquedos, exigimos que aceite se o amigo raivoso bateu, exigimos que não bata de volta, exigimos que não chore, exigimos que não pode falar quando não for o seu tempo, exigimos que não interrompam as refeições, exigimos que simplesmente não interrompam só porque por exemplo tem um desenho muito bonito e o quer mostrar. 

- Tu não vês que estou a comer, ai que lindo que está, agora vai lá continuar a pintar para eu e o Pai comermos sossegados.

Espera lá, um desenho? Mas que desenho é este? Ah sou eu, a Mãe! 

Pára tudo…

Tu querias interromper-me para mostrar-me o desenho que aprendeste a fazer?

Querias tão somente a minha presença, a minha atenção, o meu amor. 

Desculpem-me meus filhos, exijam que eu pare para vos olhar, exijam que vos oiça, exijam que eu páre para me dedicar a vocês em exclusivo nem que seja por meia hora, exijam que brinque com vocês, exijam que eu esqueça os adultos, o telemóvel, o trabalho, o cansaço, a casa e as suas obrigações, exijam que me sente no chão a brincar com vocês, exijam que eu vos oiça, exijam que eu vos ensine, exijam que eu vos dê atenção, exijam que entre com vocês no mundo do faz de conta, exijam que eu não me esqueça que são crianças, exijam que eu deixe de exigir.

Sejam exigentes comigo! 

♥️♥️♥️♥️

Mãelabarista B. ❤️

7 de julho de 2016

Aqui estamos nós!

Muitos nos conhecem, outros desconfiam e há quem não saiba de todo quem nós somos.
Há até quem nos conheça dos nossos blogues pessoais. Certo?
Pois bem! Decidimos mostrar a "cara" que está por trás dos desenhos que tão bem nos caracterizam. 

Aqui estamos nós, por ordem igual à da nossa imagem de marca!
A Mãelabarista M, a Mãelabarista B., e a Mãelabarista R.!















Não estamos no nosso melhor nesta foto, mas mesmo assim queremos muito dar-nos a conhecer a todos os que nos acompanham neste circo da maternidade!
Os Narizes de Palhaço da Operação Nariz Vermelho representam a causa que apoiamos e que nos enche o coração de orgulho.

Vamos apoiar boas causas?!

Continuem por aí! Estamos a adorar ter-vos connosco nesta aventura!

Um beijo nosso!
 Mãelabaristas M, B e R

22 de junho de 2016

Mãe é Mãe (dizem eles!)

As mães têm direito a mandar uns berros, de se esganiçar, de ameaçar. 
As mães têm o direito de se sentir injustiçadas, de achar que fazem tudo pelos filhos e que estes não lhes dão valor e exigem até a exaustão. E eles? Eles, não estão nem aí, porque ser mãe é uma Instituição. Ser Mãe faz parte de um papel que assumimos desde que nascem. Somos Mães. Qual mulheres qual quê! Mães! E Mãe é Mãe. Ponto final.
As mães também se cansam, também choram, também se sentem frustradas e desesperadas por uns dias sem gritos e barulho. As mães também sabem dançar como as princesas e também brincam às lutas e jogam à macaca.
 As mães têm super poderes que aparecem com a maternidade. As mães precisam de tempo. Tempo para se sentirem bonitas. Tempo para tratarem de si. Tempo para cuidar dos seus super poderes que às vezes perdem as forças.
As mães não têm feriados. Nem Sábados. Nem Domingos. Nem férias.
As mães são agridoces. Barafustam, mas têm sempre uma palavra meiga no final. Gritam, mas têm sempre um abraço forte para afagar. Ameaçam, mas têm sempre um beijo para dar.
As mães e filhos, no geral,  têm dupla personalidade. Concordam?
Ora nos chateamos logo de manhã porque não se vestem, porque lavam os dentes a correr, porque demoram horas a calçar os ténis e a tomar pequeno almoço, ora nos abraçamos, damos beijinhos de "bom dia" e trocamos mimos que carregam as baterias para as horas que nos separam. 
Ao fim da tarde, ando numa roda viva entre o trânsito, o relógio que não pára, o rugby, o xadrez, o jantar, a natação, as mochilas, as tralhas, o stress, os pés que doem dos sapatos de salto alto e as costas, que normalmente não sinto.
Não sou uma Mãe castradora. Não vivo obcecada com as notas da escola nem com o quarto desarrumado, nem com a sala que ao fim do dia se se transforma em tenda e esconderijo dos Dinossauros. Nem tão pouco com a casa-de-banho que vira piscina olímpica quando decidem mandar mergulhos de touca na cabeça, um de cada lado da banheira.
 Mas as mães são, por norma, chatas. As mães obrigam os filhos a comer sopa porque lhes faz bem e não os deixam comer doces sem ser em dias de festa. Certo? As mães obrigam os filhos a tomar banho todos os dias e televisão, só meia hora por dia. Chatas estas Mães! 
E aquelas mães, cujos filhos protectores se preocupam se a camisola ou casaco tapa o rabo para ninguém ver? Pois é. . . acontece! 
Às vezes apetecia - me passar despercebida. Só por umas horas ignorada. 
Estarei sozinha?
Porque é que digo que as mães têm dupla personalidade?!
Porque mesmo com peso da maternidade, não trocávamos por nada neste mundo este papel que encarnamos naquele segundo em que a nossa vida ganha "outra vida".
Os desesperos e as alegrias da maternidade fazem parte. Fazem crescer. Fazem - nos ter uma percepção diferente do que nos rodeia. E é tão boa a percepção do mundo depois dos filhos, apesar dos medos que passam a pairar sobre nós.

A sensação de legado é extraordinária e espero que um dia os meus filhos sejam agridoces como eu, que eduquem os seus filhos com valores e amor ao próximo, que os saibam encaminhar no sentido certo e que consigam ser tão felizes com a paternidade, como eu sou por ser Mãe deles.

Mega beijo!
Mãelabarista M


17 de junho de 2016

Os nossos filhos esquecerão... Mas eu não! ❤

Li este texto e tenho de vos partilhar!
Nao ha nada mais genuíno e real. ❤ o texto está em brasileiro mas é de uma blogger italiana.

Tenho a CERTEZA  que vão amar!!

“O tempo, pouco a pouco, me liberará da extenuante fadiga de ter filhos pequenos, das noites sem dormir e dos dias sem repouso. Das mãos gordinhas que não param de me agarrar, que me escalam pelas costas, que me pegam, que me buscam sem cuidados, nem vacilos. Do peso que enche meus braços e curva minhas costas. Das vezes que me chamam e não permitem atrasos nem esperas.

O tempo me devolverá a folga aos domingos e as chamadas sem interrupções, o privilégio e o medo da solidão. Acelerará, talvez, o peso da responsabilidade que às vezes me aperta o diafragma. O tempo, certamente e inexoravelmente esfriará outra vez a minha cama, que agora está aquecida de corpos pequenos e respirações rápidas. Esvaziará os olhos de meus filhos, que agora transbordam de um amor poderoso e incontrolável. Tirará de seus lábios meu nome gritado e cantado, chorado e pronunciado cem mil vezes ao dia.

Cancelará, pouco a pouco, ou de repente, a confiança absoluta que nos faz um corpo único, com o mesmo cheiro, acostumados a mesclar nossos estados de ânimo, o espaço, o ar que respiramos.

Como um rio que escava seu leito, o tempo perigará a confiança que seus olhos têm em mim, como ser onipotente, capaz de parar o vento e acalmar o mar, consertar o inconsertável e curar o incurável. Deixarão de me pedir ajuda, porque já não acreditarão mais que em algum caso eu possa salvá-los. Pararão de me imitar, porque não desejarão parecer-se muito a mim. Deixarão de preferir minha companhia em comparação com os demais (e vejo, isto tem que acontecer!).

Se esfumaçarão as paixões, as birras e os ciúmes, o amor e o medo. Se apagarão os ecos das risadas e das canções, as sonecas e os “era uma vez”… Com o passar do tempo, meus filhos descobrirão que tenho muitos defeitos e se eu tiver sorte, me perdoarão por alguns deles.

Eles esquecerão, mas ainda assim eu não esquecerei. As cosquinhas e os “corre-corre”, os beijos nos olhos e os choros que de repente param com um abraço, as viagens e as brincadeiras, as caminhadas e a febre alta, as festas, as papinhas, as carícias enquanto adormecíamos lentamente.

Meus filhos esquecerão que os amamentei, que os balancei durante horas, que os levei nos braços e ás vezes pelas mãos. Que dei de comer e consolei, que os levantei depois de cem caídas.Esquecerão que dormiram sobre meu peito de dia e de noite, que houve um dia que me necessitaram tanto, como o ar que respiram.

Esquecerão, porque é assim mesmo, porque isto é o que o tempo escolhe. E eu, eu terei que aprender a lembrar de tudo para eles, com ternura e sem arrependimentos, incondicionalmente. E que o tempo, astuto e indiferente, seja amável com estes pais que não querem esquecer.”

(Silvana Santo – Una Mamma Green)

Beijo do coração ❤

Mãelabarista R. ❤

7 de junho de 2016

Vamos aumentar a Família! Benvinda Clarinha ❤

Ja não me bastava ser Maelabarista de dois, tinha agora de vir o terceiro elemento. Se com dois ja dou em doida, imagino com três! Pois é, vem aí a Clarinha, o mais recente elemento da Família. E é tao fofinha e redondinha.... Cutchi-cutchi para a Clarinha ❤ 

A Clarinha é um ovo (e que belo exemplar, por sinal!) E eu tenho imenso jeito para isto! Calma... Nao é que tenha jeito para por ovos (que acho que sou igual a todos...) mas tenho jeito para decorar os ovos, nao fosse ele... Uma Ela! E eu adoro pirosices! 

A Clarinha é o nosso Desafio do Ovo e tem, a seu cargo, uma tarefa muito importante que, passo a explicar, por palavras da Prof. da F. 
"Apesar dos vossos educando serem pequenos, eles têm de ter a capacidade de ultrapassar alguns tipos de situaçoes como de perdas, dos insucessos, de frustrações e de assumir a responsabilidade de cuidar de algo, ou alguém. É muito importante pois o mundo não é perfeito e pela vida fora vão ter de lidar com muitas perdas e responsabilidades." Esta é a função da nossa Clarinha. 

Começámos por lhe dar um nome para criar um vínculo. Demos-lhe uma cara, vamos fazer um cabelo, dar-lhe uma caminha com uma mantinha, um beijinho de boa noite e um de bom dia. Vai e vem todos os dias ao colégio. A Clarinha quando cair e fizer dói-doi vai ate a hospital dos ovos, para ser tratada pela Prof. A., ate que, inevitavelmente, a Clarinha deixara de existir. (Este é o meu sincero voto pois, a dada altura, vai começar a cheirar a pum!)

Como será que correrá este desafio? Darei noticias 😉
Ja tiveram este desafio também?


Beijinho.

Maelabarista R. ❤

1 de junho de 2016

Dia 1 de Junho, dia da Criança e do Nariz Vermelho!




Quando este projecto nasceu, nasceu também a vontade de fazermos a diferença.
Sem pestanejar, decidimos apoiar a Operação Nariz Vermelho.
Os Doutores Palhaços fazem a diferença. Os Doutores Palhaços levam a alegria às crianças hospitalizadas em Portugal.
A ONV é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem vinculações políticas ou religiosas. Existe desde 2002.
 O principal propósito é assegurar de forma contínua um programa de intervenção dentro dos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, através da visita de palhaços profissionais. Estes artistas, têm formação especializada no meio hospitalar e trabalham em estreita colaboração com os profissionais de saúde, realizando actuações adaptadas a cada criança e a cada situação.
É responsabilidade da ONV treinar e manter a alta qualidade dos artistas. O trabalho dos artistas é remunerado, e a associação oferece aos hospitais esse serviço. A associação angaria os fundos necessários para o trabalho com a ajuda de empresas, campanhas e sócios.
A equipa de artistas é constituída por 22 Doutores Palhaços e nos bastidores trabalham 9 profissionais.
A Missão da ONV é alegria à criança hospitalizada, aos seus familiares e profissionais de saúde, através da arte e imagem do Doutor Palhaço, de forma regular e com uma equipa de profissionais com formação específica. 

Esta missão é 200% apoiada pelas Mãelabaristas!
Ajudar não custa. Quem dá o que tem e de boa vontade a mais não é obrigado!
Um nariz custa apenas 2€ e estes 2€ significam sorrisos! Gargalhadas! Momentos de felicidade! Momentos de alheamento da realidade! Momentos de vida!!
Hoje é um dia diferente em algumas Escolas!
Algumas escolas aderiram a esta Campanha e hoje os alunos brincam e ao mesmo tempo sensibilizam-se para esta causa e para questões sociais tão importantes na sua educação e formação enquanto cidadãos.
Além desta iniciativa, a ONV tem a decorrer uma Acção de Rua.
A Campanha de Angariação de Fundos no Dia do Nariz Vermelho decorrerá:
Entre os dias 1 e 5 de Junho
Locais: Almada | Cascais | Lisboa | Sintra | Braga | Coimbra| Matosinhos| Porto 

Sejam Sorridários! Apoiem boas causas!

Mãelabaristas 

31 de maio de 2016

Pânico! Mastur-coiso-infantil: "à vontade nao é à vontadinha", sim?

Com ele ocorre desde sempre. Assim que descobriu as mãos, descobriu a "vírgula" 😉 (é assim que "carinhosamente" lhe chamamos). Com ela, não foi assim tão cedo mas, ultimamente, enfim, tem sido um trabalho constante.  Acabo sempre por dizer "F tira a mão daí que te podes magoar, filha!"- "
"Estou a coçar a perna!"- responde.
Pois é. Este tema é tramado mas já percebi que não tenho como lhe fugir.
Será que escrever sobre ele ajuda? Confesso que nao me deixa à vontade mas admito que retrair esta fase de descoberta também nao me parece nada sensato. " Mastur-coiso-infantil"... Nem o nome consigo escrever, quanto mais prenunciar! 😂😂😂
Antes demais penso que é necessário entender que, se para o adulto, erotização, preconceito e desejos fazem parte da sexualidade, numa criança estão mais ligados a conhecimento, descoberta e curiosidade. Não há malícia. 
O problema está na nossa cabeça. Mas como desbloquear este nosso chip "malicioso"?

- "Papá, sabias que quando mexo muito no meu pipi este parece uma pilinha?" - A quem a F foi dizer isto! Aparece-me branco, sem fôlego, quase em ataque de pânico, à minha frente.
- " Nem imaginas a minha cara!"- diz-me. - "Ahahahahahaha parece que estou a olhar para um fantasma..." respondi-lhe.
-" Achas normal?!"
-"Ja tinha lido sobre isto. Tens de habituar à ideia que a F vai começar a descobrir-se".
Já o baby, resolve mostrar toda a sua capacidade infantil quando lhe mudo a fralda ou lhe ponho creme no corpo a seguir ao banho. "Ai!!! O que é isto???- Pergunto a " meter-me" com ele. Eu sou tua mãe!!! Baixa lá essa arma, sff!" e ri-se todo bem disposto.
A pergunta é simples: se isto é assim agora, como será mais tarde? Bem sei que as coisas têm de ir com calma mas, "à vontade nao é à vontadinha", sim?

Ass: Inquietó-apreensiva-leva-mas-é-isto-na-descontra-pá...

Mãelabarista R.

27 de maio de 2016

O que ninguém me disse sobre o parto!

Dou por mim a pensar por que raio não se pode dizer às grávidas como é um parto natural ou cesariana na sua verdadeira essência. Não só as coisas boas, mas também as menos boas para que as futuras mamãs se possam preparar para o que irão passar.
Costumo ouvir e ler por aí que o dia mais feliz da vida das mães é o dia do nascimento dos filhos.
Discordo. No meu caso não foram, de longe, os dias mais felizes. Foram sim, os dias mais longos, cheios de vida e adrenalina, mas também os mais stressantes e angustiantes.
Quem está grávida e quer saber TUDO sobre o parto natural e a cesariana ponha o dedo no ar?
(Ressalvo que isto é apenas a minha experiência e vale o que vale!)
Parto natural 
Com epidural é mágico. Espectacular. Muitas contracções com dor mas a partir do momento em que se leva epidural, tudo fica tranquilo.
No meu caso li revistas e dormi até ao momento chave em que tive vontade de fazer força e a enfermeira me disse "vamos já para a sala de parto. O seu bebé está a nascer e... tem cabelo!!!"Fui do quarto à sala de parto a dizer "cabelo? Cabelo? Como assim cabelo? Eu vou ter um bebé careca e loiro!"
Quando entramos na sala de parto colocam - nos numa posição muito desconfortável, perna escancarada, e começa a contagem descrescente para o momento em que o nosso mundo vira e fica de pernas para o ar... para sempre.
Cesariana
Barriga aberta. Epidural e um frio na barriga inexplicável, uma sala gelada, muita gente, uma sensação de que nos estão a cerrar ao meio.
O que é que ninguém me disse? Ora vamos a isto!
- Ninguém me disse que as grávidas podiam fazer as necessidades fisiológicas em plena sala de parto!
- Ninguém me disse que ia sentir a episiotomia (mesmo que sem dor)!
- Ninguém partilhou comigo que após o nascimento do bebé, temos uma outra contracção gigante que mais parece que nos vão sair as vísceras e nasce outra espécie de filha, mais parecida com uma alforreca e por quem nutrimos um carinho especial durante 40 semanas. Alguém adivinha o que é?! Começa em “Plac” acaba em “enta”.
- Ninguém me disse que no final do parto somos cosidas com uma linha continua e no final levamos um ponto de remate que nos arrepanha a perna (e não só) nos 8 dias seguintes…
- Ninguém me explicou (exactamente) como é que ia ficar toda esfrangalhada!
- Ninguém teve a decência de me dizer que no período de dilatação (ou ausência dela) várias pessoas nos medem o colo do útero como se de um frango no forno com limão se tratasse…
- Ninguém me disse que se as águas não rebentarem alguém as rebenta com uma espécie de garfo, mas mais afiado…
- Ninguém me disse que os obstetras usam uma máscara com uma luz na ponta e que na posição em que estamos, conseguimos ver TUDO através do reflexo!
- Ninguém me ensinou a ficar quieta com contrações de 30 em 30 segundos, à espera que me espetassem a agulha afiada da epidural e a rezar para não ficar sem um olho.
 - Ninguém me disse (esta fiquei mesmo furiosa por ninguém me ter dito) que no recobro, após a cesariana nos cerram um punho na barriga e apertam até ao limite das forças de forma a que todas as "cenas" que temos cá dentro, saiam por si. No fim de contas é - quase - como ter outro filho. 
- Ninguém me disse que disse que no período de expulsão do bebé as enfermeiras dão uma ajuda, fazendo uma espécie de "moche" em cima da nossa barriga.
- Ninguém me disse que no momento em que entramos no hospital queremos fugir, temos medo de não ser capazes, sentimos o coração a palpitar, pensamos a mil à hora que a nossa mãe já passou por isto, e a nossa avó e a nossa bisavó, mas que nós não vamos conseguir.
Mas conseguimos. Todas conseguem. Mesmo com tudo o que de pouco simpático nos acontece no processo, é a experiência mais avassaladoramente enriquecedora da nossa vida.
A sensação que o mundo - o nosso mundo - muda é maravilhosa. Aquele mundo que passa a ter mais do que (apenas) o nosso nome. O mundo, que nunca mais volta a ser o que era antes.
Ser mãe, é ser metade do mundo de alguém. E é alguém ser metade do nosso mundo. Para sempre!

Mãelabarista M.